Fatores que prejudicam a fertilidade feminina

Você sabia que muitos fatores podem atrapalhar a fertilidade da mulher? Alguns fatores do dia a dia como estresse, má alimentação e até mesmo o estilo de vida que a mulher leva podem ser determinantes para uma gravidez bem sucedida.

 

Se antigamente casar e formar uma família era o plano da maioria das jovens que estavam chegando à vida adulta, atualmente esse projeto tem perdido cada vez mais espaço para outros desejos, como conquistar a independência financeira e ter uma carreira bem sucedida. Assim, quando finalmente chega a hora de tentar engravidar, muitas mulheres enfrentam problemas de infertilidade.

Para ajudá-la a entender melhor essa questão, confira abaixo alguns fatores que podem atrasar os seus planos de ser mãe e o que eles fazem com o seu organismo:

1. Obesidade

As mulheres obesas possuem um metabolismo dos hormônios esteroides sexuais alterados. Como, por exemplo, o aumento da produção de estrogênio, produzido tanto pelo ovário quanto pelo tecido adiposo. Isso pode provocar alterações ovulatórias, como irregularidade menstrual, ausência de menstruação (amenorreia), alteração na receptividade endometrial – que dificulta a implantação do embrião – ou aumentando a chance de abortos.

As principais causas de infertilidade nas pacientes obesas, de acordo com especialistas, são: redução da frequência de ovulações, alterações nos esteroides sexuais, pior qualidade ovocitária e dos embriões formados.

Como evitar?

O ideal, a fim de se evitar esses transtornos, é manter um IMC (índice de massa corpórea) entre 20 e 25 kg/m2, considerado normal. Podendo ser aceitável até 30 kg/m2, mesmo já considerado sobrepeso. Uma alimentação adequada e prática de atividade física regularmente podem evitar esse fator.

2. Magreza excessiva

Tanto a obesidade quanto a magreza excessiva, com IMC abaixo de 17 kg/m2, prejudicam a fertilidade feminina. A falta de peso interfere na produção hormonal, diminuindo a produção de estrogênio no organismo, e podendo levar a perturbações no ciclo menstrual e ovulatório, causando uma dificuldade na concepção.

Como evitar?

De acordo com os especialistas, para evitar esse tipo de problema, a mulher deve ter uma dieta balanceada e saudável, sem exageros na busca por um corpo perfeito.

3. Distúrbios da tireoide

Marcello Valle, especialista em Reprodução Humana, e diretor da clínica Origen (RJ), explica que o hipotireoidismo (quando a quantidade de hormônios produzidos pela tireoide está abaixo do normal) é muito frequente nas mulheres. E, quando não controlado, pode diminuir a fertilidade ao interferir no chamado eixo hormonal hipófise-ovariano.

Como evitar?

O especialista destaca que, ao procurar precocemente um médico, a doença pode ser facilmente diagnosticada através de exames de sangue e ultrassonografia da tireoide, e o tratamento, logo iniciado.

4. Cafeína em excesso

Você adora um cafezinho? Tomá-lo com moderação não oferece problema nenhum, muito pelo contrário, pode até oferecer benefícios à saúde. Mas, em excesso, não é recomendado, devido à alta quantidade de cafeína.

Valle destaca que, apesar da relação entre cafeína e fertilidade ainda não ser clara, recomenda-se o consumo com moderação. Acredita-se que seja razoável o equivalente ao consumo máximo de duas xícaras de café ao dia.

Como evitar?

É só não exagerar na quantidade de café e outras bebidas que contêm cafeína (chá verde, chá preto, refrigerante à base de cola etc.). Tomar duas xícaras de café ao dia, por exemplo, não oferecerá riscos.

5. Genética

Se a mulher possui uma alteração genética no seu conjunto cromossômico (cariótipo), esse pode ser um fator de infertilidade. Alterações genéticas podem causar, principalmente, abortos de repetição, considerados um problema após a ocorrência do terceiro consecutivo.

Como evitar?

Nesses casos, o recomendado é buscar um tratamento de reprodução assistida, além de um diagnóstico genético pré-implantacional, a fim de se investigar o embrião. Dessa forma, permite-se que somente sejam transferidos embriões geneticamente normais.

6. Exposição a produtos químicos domésticos 

Alguns componentes químicos presentes em uma série de produtos domésticos, como produtos de limpeza, tintas, alimentos com corantes, solventes, esmaltes para unhas, cosméticos e tinturas podem ser muito tóxicos se manuseados em excesso e podem afetar negativamente a fertilidade feminina. Alguns desses componentes são formaldeído, éter, percloroetileno e tolueno, entre outros. Os efeitos nocivos encontrados são: abortos espontâneos, malformações fetais, menstruação irregular, além de uma diminuição na fertilidade como um todo.

Como evitar?

Na prática, não é possível apontar uma solução definitiva para evitar a exposição a tais componentes. Mas buscar uma alimentação mais saudável, optando sempre que possível por alimentos naturais, já é um caminho (que diminuirá, assim, o consumo de alimentos com corantes pelo menos).

É interessante tentar evitar, dentro do possível, o contato com esses componentes. Claro que esta tarefa, na maioria das vezes, é complicada e de difícil incorporação à rotina, mas, estar ciente desses problemas, é útil e é um fato que poderá ser conversado e debatido com um profissional da sua confiança.

7. Profissões

Pouca gente sabe, mas algumas profissões, indiretamente, também podem interferir na fertilidade. Principalmente aquelas com exposição excessiva a poluentes ambientais, contato com produtos químicos voláteis e aquelas submetidas a altas temperaturas.

Como evitar?

Mais uma vez não é possível apontar uma solução definitiva para evitar o problema. O melhor caminho é conversar a respeito do assunto com um especialista de sua confiança que poderá orientá-la da melhor maneira caso sua profissão possa estar interferindo indiretamente na sua fertilidade.

Ainda é necessário avanço nas pesquisas acerca dos efeitos sobre a fertilidade (feminina e masculina) devido à exposição. Em consequência, esses avanços permitirão o desenvolvimento de ações preventivas.

8. Doenças ginecológicas

A síndrome dos ovários micropolicísticos, a endometriose e os miomas uterinos são doenças ginecológicas muito comuns que levam diversos casais ao consultório de infertilidade conjugal.

Como evitar?

Infelizmente, não há como prevení-las. Mas o diagnóstico precoce pode amenizar os sintomas, impedir a piora progressiva da doença e proporcionar ao casal um caminho mais objetivo até a gravidez.

Neste contexto, reforça-se a necessidade de fazer visitas regulares ao médico ginecologista, estando sempre atenta à saúde de uma forma geral (independentemente do desejo de engravidar).

9. Tabagismo

O tabagismo pode interferir negativamente na fertilidade da mulher, e em muitos fatores. O tabagismo causa uma maior taxa de infertilidade, diminuição da fecundidade e aumento no tempo para concepção. Todos esses fatores provocam danos no sistema reprodutivo da mulher.

Além disso, os componentes tóxicos presentes no cigarro podem provocar falência ovariana precoce, acelerando a chegada da menopausa em um a quatro anos; menor número de folículos ovarianos; dificuldade no transporte do embrião das tubas até a cavidade uterina, pois afeta a mobilidade ciliar destas, o que pode levar a um maior número de gestações ectópicas tubárias; alterações cromossômicas e do DNA, interferindo na gametogênese; e, finalmente, maior número de perdas gestacionais. O tabagismo é uma preocupação em diversos países e pode afetar a fertilidade tanto feminina como masculina.

Como evitar?

O tabagismo é um vício grave, que pode oferecer diversos problemas à saúde (e não só em relação à fertilidade). Dessa forma, não há outro caminho a não ser evitá-lo totalmente.

10. Doenças sexualmente transmissíveis

Entre outros problemas, as doenças sexualmente transmissíveis podem afetar negativamente a fertilidade da mulher. Elas interferem na resposta imunológica e inflamatória, com impactos negativos no funcionamento dos órgãos pélvicos, levando à diminuição da fertilidade. Neste universo, a Chlamydia continua sendo um dos micro-organismos mais frequentes”, destaca Marcello Valle.

Como evitar?

É fundamental evitar as doenças sexualmente transmissíveis e isso pode ser feito principalmente através do sexo seguro, feito com camisinha, e, também, de consultas regulares com o médico ginecologista, realizando todos os exames pedidos por ele.

11. Estresse

Na última década, diversos trabalhos científicos vêm relacionando o estresse com a diminuição da fertilidade do casal, perdas gestacionais e piora nos resultados perinatais.

Como evitar?

Por mais que pareça muito difícil, é preciso se esforçar para controlar o estresse que, em excesso, pode oferecer diversos problemas à saúde. Boas dicas para isso são: exercitar-se, ter uma alimentação balanceada (de preferência contando com a orientação de um nutricionista), reservar um tempo para fazer coisas que gosta, dormir bem, ter um período do dia exclusivamente para relaxar etc. Em alguns casos é muito importante ainda procurar ajuda de um profissional da área.

12. Exercício físico em excesso

A atividade física de forte intensidade pode reduzir a fertilidade por gerar um bloqueio no eixo hipofisário-ovariano. A endorfina liberada com a prática de exercícios vigorosos inibe a hipófise, comprometendo a ovulação. Isso causa uma alteração ovulatória e, consequentemente, anovulação e ausência de menstruação.

Como evitar?

A orientação é apenas “não exagerar”. Exercícios leves a moderados são úteis e ajudam a aumentar a chance de concepção do casal, pois levam a um equilíbrio metabólico e hormonal. Quando é feito com moderação e acompanhamento, é positivo. A manutenção de um peso adequado, com IMC ideal entre 20 a 25 kg/m2, melhora a disponibilidade dos hormônios relacionados ao ciclo menstrual e ovulação.

13. Estilo de Vida

Alimentar-se mal, estar muito acima do peso, viver estressada… Tudo isso está ligado a um estilo de vida desequilibrado, que acaba interferindo na sua saúde e impedindo seu corpo de estar preparado para receber um bebê. Ter uma alimentação saudável, praticar atividades esportivas moderadas regularmente, procurar ter uma boa qualidade de sono e ficar atenta à balança não só garante uma chance maior de gravidez, como também pode levar a uma gestação mais tranquila, com menor risco de complicações como diabetes gestacional e hipertensão arterial, finaliza o médico.

Uso prolongado de anticoncepcional x fertilidade

Uma dúvida comum é se o uso de anticoncepcional por um longo período pode afetar negativamente a fertilidade da mulher (mesmo que depois ela pare o uso). Valle explica, porém, que o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais não afeta a fertilidade porque não interfere na diminuição do número de óvulos ao longo da vida. Os mecanismos que levam a esta redução ocorrem de forma semelhante com ou sem o uso de pílulas.

Amamentação X Gravidez

Outra dúvida relativamente comum é: a mulher que ainda está amamentando pode ter dificuldade para engravidar de novo?

Na verdade, a amamentação exclusiva (leite materno como único alimento do bebê) nos primeiros seis meses de pós-parto pode ser usada como um método contraceptivo, a fim de se evitar uma gestação neste período. A sucção frequente por parte do bebê envia impulsos nervosos ao hipotálamo materno, que responde alterando a produção dos hormônios hipofisários, o que leva à anovulação e amenorreia. Desse modo, a mulher não ovularia, evitando uma gravidez.

Quer informações sobre como proceder para melhorar sua fertilidade de forma natural e conseguir engravidar? Acesse: O SEGREDO para ENGRAVIDAR guardado a 7 chaves pela indústria farmacêutica 

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